A esquerda radical eurofóbica gosta de manter a narrativa de que Portugal vive hoje pior do que vivia na altura do Escudo, particularmente considerando que essa narrativa demagógica e soberanista cai sempre bem numa parte do eleitorado, que é iletrada em assuntos de natureza económica. Mas será, de acordo com as métricas que qualquer pessoa de esquerda intelectualmente honesta usaria, que estamos hoje pior ou melhor do que em 2002, quando o país entrou para a moeda única? Vou usar indicadores muito "humanistas", nada relacionados com a frieza do capital e da economia, sendo que me vou cingir exatamente àqueles os quais a esquerda gosta de se assumir como a nobre defensora. Vejamo-los:
Salário Mínimo Nacional Real:
Índice Geral de Bem-Estar:
Índice Geral de Bem-estar. Este índice elaborado pelo INE, tem em conta diversos factores, como emprego, habitação ou ambiente. Fonte: INE/PORDATA |
Desigualdade na distribuição de Rendimentos:
Desigualdade na distribuição de rendimento. Portugal a azul, Holanda a verde e média da UE a Laranja. Fonte: Pordata/Eurostat |
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